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Primeiros passos

Recebi o diagnóstico de autismo ou TDAH: o que fazer nos primeiros 30 dias

Aprender com Amor · 23 de outubro de 2026 · 6 min de leitura
Mãe ajudando a filha a desenhar no papel

O diagnóstico costuma chegar com duas sensações ao mesmo tempo: alívio por ter um nome para o que a família já percebia e medo do que vem pela frente. As duas são normais. A primeira coisa a saber é que o diagnóstico não exige que você faça tudo no primeiro mês. Ele pede que você comece pelo que é essencial.

Semana 1: respirar e guardar o que você recebeu

Peça o laudo ou relatório por escrito e guarde uma cópia, impressa e digital. Esse documento será pedido pela escola, por planos de saúde e por outros profissionais. Anote o nome de quem fez a avaliação e o que foi indicado como próximo passo.

Antes de sair do consultório, ou na consulta de retorno, vale perguntar:

Semana 2: observar e registrar

Antes de mudar a rotina inteira, observe. Em duas semanas de anotações simples você começa a enxergar padrões: em que horários a criança fica mais irritada, quais lugares e barulhos pesam, o que ajuda a acalmar. Não precisa ser um diário longo. Três linhas por dia já ajudam, e esse material será muito útil na consulta seguinte. Se quiser um formato pronto para registrar crises, veja o texto sobre o modelo ABC.

Semana 3: conversar com a escola

Marque uma conversa com a coordenação ou com a professora e leve o relatório. Fale do que funciona com a criança, e não só das dificuldades: como ela se acalma, que tipo de instrução entende melhor, quais situações costumam ser difíceis. Pergunte como a escola costuma apoiar alunos com necessidades específicas.

Vale também conhecer a legislação que protege a criança. A Lei 12.764/2012 (Lei Berenice Piedade) institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, e a Lei 14.254/2021 trata do acompanhamento integral de estudantes com dislexia, TDAH ou outros transtornos de aprendizagem. Cada situação tem detalhes próprios, então confirme com a escola, a secretaria de educação ou um profissional jurídico o que se aplica ao seu caso.

Semana 4: escolher poucas prioridades

É tentador querer resolver sono, alimentação, escola, birras e comunicação ao mesmo tempo. Na prática, funciona melhor escolher uma ou duas prioridades, combinar com os profissionais e manter por algumas semanas. Exemplos: uma rotina visual para as manhãs, uma forma combinada de pedir pausa, ou um jeito de avisar mudanças com antecedência.

O que pode esperar

Um resumo para guardar

No primeiro mês: guardar o laudo, anotar o que observa, conversar com a escola e escolher uma ou duas prioridades. O resto vem com o tempo.

Fontes: Lei nº 12.764/2012; Lei nº 14.254/2021.

Este texto é informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento feito por profissionais de saúde e educação. Se houver risco de machucar a criança ou outras pessoas, procure ajuda profissional imediatamente.

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