Sou pai de uma menina com autismo. Tudo o que você vê aqui nasceu de dificuldades reais da nossa casa.

Descobrimos o autismo da nossa filha quando ela tinha 4 anos. Naquele dia, entendemos que o diagnóstico era só o começo, porque ele não vem com um manual. As dificuldades apareciam em vários lugares: na escola, na hora de fazer e manter amizades, na hora de comer, com a sensibilidade dela a certos alimentos. E por trás de tudo havia a mesma pergunta, que se repetia todos os dias: o que ela está sentindo? Muitas vezes ela não conseguia dizer, e a gente também não conseguia ler.
Fui pesquisar para entender. Procurei produtos, guias e métodos. Encontrei partes do que eu precisava, mas nenhum sistema que me ensinasse tudo, do começo, de um jeito que cabia na rotina de uma família.
Toda vez que marcávamos a consulta com a psicóloga, acontecia a mesma coisa: a gente não lembrava o dia certo da crise nem o que tinha acontecido antes dela.
Primeiro vieram os guias, para ensinar o que eu gostaria de ter encontrado no início. Depois veio o app, para a criança mostrar como se sente e para a família registrar o dia, as crises e as conquistas, sem depender da memória.
Somos uma família que organizou o que aprendeu e o que usa em casa. Não somos clínica, não fazemos diagnóstico e não substituímos psicólogos, médicos ou terapeutas. O conteúdo é um apoio para a rotina e para a conversa com quem acompanha a sua criança.
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